
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Coletivo Topamos Ler define calendário semestral de saraus
Formado por representantes de diversas instituições, além de pessoas físicas atuantes na área cultural, o Coletivo “Topamos Ler” acaba de lançar o seu calendário semestral de saraus, que pretende se transformar em importante espaço para a fruição da leitura na cidade.
Serão 6 saraus distribuídos ao longo do semestre, sempre na terceira terça-feira do mês. O primeiro deste ano está marcado para acontecer no próximo dia 19 de fevereiro, às 20h, no Sesc, mas a idéia é que o sarau circule por todas as instituições participantes do coletivo.
O escritor e rapper Renan Inquérito já confirmou presença e lançará seu livro “Poucas Palavras”, acompanhado de uma batalha de rimas, travada por integrantes do movimento hip hop de São Carlos. Outra atração será o músico Raydson Alexandre, que apresentará suas composições.
A UFSCar tem se empenhado junto ao Coletivo Topamos Ler e à promoção dos saraus. Por meio, principalmente, da Biblioteca Comunitária, mas também do Centro Acadêmico de Letras, do Departamento de Ciência da Informação, da Rádio e da Editora, atividades que envolvem a leitura tem sido pensadas de modo diferenciado. "É importante entender que não é só da leitura de livros que estamos falando", comenta Zaira Zafalon. "Entendemos que, a partir das diferentes formas de expressão e sentimentos presentes em contos, poemas, histórias de vida, música, é possível uma outra leitura do mundo que nos cerca", completa.
Outra integrante do coletivo, Raquel Prado, do DCI/UFSCar prega a popularização do evento, "Devemos acabar com a ideia de que o sarau é um evento elitista, fazendo dessa reunião um espaço de encontro, prazer e expressão para todos", ressalta.
Segundo Adilson Marques, educador e escritor, o evento VaLer realizado ano passado pelo Coletivo Topamos Ler, ajudou a divulgar textos produzidos por alunos da Universidade Aberta da Terceira Idade. Publicados em livro de contos, crônicas e poesias e transformados em espetáculo cênico por Dagoberto Rebucci, foi apresentado no museu da ciência com boa repercussão do público. “O fato ajudou na criação este ano do grupo de literatura da UATI, que passará também a fazer parte do coletivo Topamos Ler permitindo aos idosos escritores mais um espaço para expressar suas ideias e emoções”, revela Marques.
Aos interessados em participar dos próximos saraus, basta enviar um email para topamosler@gmail.com, “Se a pessoa chegar na hora e quiser ler algo de um autor ou de sua própria criação, também poderá fazê-lo”, afirma Chico Galvão, representante do Sesc no coletivo.
O coletivo Topamos Ler estuda também a possibilidade de realizar saraus em outros locais, volantes e espontâneos, mas a idéia ainda está sendo analisada. Os saraus já agendados acontecerão sempre às 20h, nas seguintes datas e locais:
19 de fevereiro - Sesc
19 de março - Ong Ramudá
16 de abril - Instituto Janela Aberta
21 de maio - Sesc
18 de junho - UFSCar (BCo)
16 de julho - Instituto Janela Aberta
19 de março - Ong Ramudá
16 de abril - Instituto Janela Aberta
21 de maio - Sesc
18 de junho - UFSCar (BCo)
16 de julho - Instituto Janela Aberta
Serviço:
Sarau Topamos Ler
Inscrições de trabalhos: topamosler@gmail.com
19 de fevereiro
Sesc São Carlos
Av. Com. Alfredo Maffei, 700 – Jd. Gibertoni
Convivência interna, 20h, Grátis
Início
O Coletivo Topamos Ler surgiu em meio a xícaras de café e bate-papos literários travados por escritores e amantes da leitura. Entre estes, representantes da Prefeitura Municipal (SIBI - Secretaria de Educação), do Sesc, da UFSCar (Centro Acadêmico de Letras, Departamento de Ciência da Informação, Rádio, Biblioteca e Editora), de instituições do terceiro setor (Ramuda e Veracidade), do Festival Contato, Livraria Sideral e Shopping Iguatemi. Dos encontros realizados em agosto e setembro de 2012, surgiu a idéia de se criar um circuito de eventos literários visando estimular a reflexão sobre diferentes práticas de leitura. Foi então, que em outubro aconteceu o Valer (Valorização do Ato de Ler), evento que contou com mais de 70 atividades, entre feiras de livros, saraus, rodas de leitura, contações de histórias, oficinas, encontro com escritores, lançamento de livros, peças de rádio-teatro, exibições de filmes, exposições, debates, campanhas de troca e arrecadação de livros, espalhadas por toda a cidade com o objetivo de fomentar reflexões. Na ocasião, o Coletivo Topamos Ler lançou seu manifesto.
Manifesto do Coletivo Topamos Ler
- Topamos Ler é um coletivo livre articulado por organizações e pessoas físicas que desejam, acima de qualquer outro interesse, difundir o hábito de ler, incentivando diferentes práticas de leitura em São Carlos.
- Busca, principalmente, para que os cidadãos - em especial as crianças - tenham a oportunidade de conviver, ler e, quem sabe, viajar através dos livros aos quais nem sempre têm acesso.
- O coletivo não possui vínculo com qualquer partido político, tomando o partido único da Leitura.
- Seu acesso é aberto a todos e a todas que topem ler, independente do local e da ocasião em que são realizadas as leituras, assim como independe o grau de instrução dos leitores e leitoras bem dispostos.
- Sua gestão é democrática, igualitária, pautada pelo respeito e pela ética, sendo o destino do coletivo fruto da vontade da maioria de seus realizadores, rumo ao futuro.
- Quanto ao futuro, que a vontade maior de irradiar livros, leituras, leitores, autores, colaboradores e demais profissionais da área do Livro se estenda para outras “páginas” do Brasil.
- Nossa vontade e nossas ideias são livres. Voe você também.
Vá ler, peça que leiam, leia para as pessoas.
Faça a leitura VALER.
Mais informações podem ser obtidas pelo endereço http://coletivotopamosler.blogspot.com
Informações para a imprensa com:
Zaira Regina Zafalon (UFSCar)
Sônia Pinheiro (SIBi – Secretaria de Educação)
Chico Galvão (SESC)
sábado, 15 de dezembro de 2012
50 MELHORES LIVROS DO ANO
O Estadinho chegou à sua última edição do ano. Mas nós não poderíamos deixar você sozinho até o dia 5 de janeiro (quando voltamos). Neste sábado, você conhece os melhores livros do ano escolhidos por jurados que entendem tudo (e adoram) de literatura infantil. Os primeiros títulos do ranking de cada jurado ganharam brincadeiras, feitas por nós, para você se divertir se não quiser ler. São 50 livros, 20 brincadeiras, e um jeito de dar um presente de Natal para cada leitor. Nos vemos em 2013!

Para ver mais: http://blogs.estadao.com.br/estadinho/
domingo, 25 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Cadê seu agente?
Na última semana de outubro fui aos Estados Unidos para o lançamento da edição americana da Festa no covil. Participei de dois festivais literários, em Salt Lake City e Austin, e fiz leituras em livrarias de Portland e Seattle. Foi minha primeira experiência direta com o “sistema literário americano” e achei fascinante… e muito estranho.
Nas diferentes escalas, o normal era que meus anfitriões fossem escritores e professores de escrita criativa, dos famosos em-ei-ef (MAF): Master of Arts in Fiction. Durante nossas conversas, quando eu contava como consegui publicar meu primeiro romance, sempre aparecia a mesma pergunta incrédula:
— Você não tem agente? Como assim?
Eu explicava com detalhe que em 2009 enviei o manuscrito da Festa no covil por correio à editora Anagrama, na Espanha, que a editora gostou e que publicaram em 2010. Que assinei um contrato de direitos mundiais e que eles fazem o trabalho de venda dos direitos das traduções. Sem exceção, meus anfitriões achavam dois epílogos para minha história:
1) Isso nunca teria acontecido nos Estados Unidos.
2) Você tem agente, sim, é a sua editora.
Obviamente os agentes literários existem no mundo inteiro, mas os dos Estados Unidos são uma versão hiper-desenvolvida e hiper-influente, ao ponto de que o pessoal lá parece incapaz de imaginar um mundo onde um escritor não tem agente. Achei super engraçada essa visão da literatura e decidi consultar com meu mexicano de cabeceira. (Essa é uma das grandes vantagens de ser mexicano: quando você vai ao exterior e precisa de ajuda — inclusive ajuda epistemológica, como neste caso — sempre vai encontrar um mexicano por perto.) Meu mexicano de cabeceira mora em Austin, é formado em jornalismo e atualmente está estudando… adivinhem… sim!: um Master of Arts in Fiction.
Parece que para ser um verdadeiro aspirante a escritor nos Estados Unidos a melhor estratégia é se inscrever num MAF. Um MAF é uma versão supersônica de uma oficina de escrita criativa. Você entra com um projeto de livro que vai escrever durante o curso. A ideia é que ao finalizar você tenha um livro pronto para tentar sua publicação. Vamos traduzir isso para o inglês: ao finalizar você terá um livro pronto para tentar convencer um agente literário de aceitar representá-lo.
Eis aqui a boa notícia: se você está escrevendo um livro bom, algum dos professores vai perceber. O comum é que o professor não seja um aspirante a escritor, o professor é um escritor. Vamos traduzir isso para o inglês: o professor tem agente literário. O professor vai ligar para o agente dele e vai falar assim:
— Olha, tem um carinha aqui interessante, acho que você deveria conversar com ele.
Então você vai ter uma reunião com o agente literário, na qual o importante não é o que você já escreveu. O importante é o que o agente imagina que você pode chegar a escrever. Quem sabe você é um Pulitzer!
O mais esquisito são essas reuniões, que na verdade são como entrevistas de seleção de pessoal. Eis aqui a má notícia: o agente pode recusar você. Ele pode achar que seu potencial não é interessante e não quer perder o tempo. (Lembra que Estados Unidos é um país capitalista?) Vamos traduzir isso para o inglês: se você é recusado pelo agente, você não consegue passar da categoria aspirante a escritor para a categoria escritor. Ou seja: você não é escritor.
Não sei vocês, mas eu tenho muitas perguntas. O agente literário é um leitor tão qualificado para ser o representante dos leitores? Ou o agente literário simplesmente conhece muito bem o que as editoras estão buscando? Ou seja: o agente literário só vai contratar autores que sabe que pode colocar com uma determinada editora, porque a editora acreditará que esses autores terão leitores? Vamos traduzir isso para o inglês: o agente literário só vai contratar escritores que acha que vão vender? Será que na verdade o agente literário é um representante do mercado?
Agora vamos imaginar o feliz cenário: o agente contrata você. Parabéns. Mas eis aqui a má notícia: ele vai mexer com seu texto e não vai enviar às editoras até ficar satisfeito. “Esse final tá muito deprimente, imagina, o povo não vai gostar”, isso foi o que o agente literário falou para uma das escritoras com as que eu dividi uma mesa num festival. E a escritora mudou o final, que continuou deprimente, mas justificado pelo amor.
Nos últimos anos, com as novas tecnologias, o cenário está mudando um pouco: alguns autores que se autopublicaram viraram best-sellers ou ganharam prêmios importantes. Mas esse fenômeno ainda é marginal.
Se você é aspirante a escritor, na sua próxima viagem aos Estados Unidos, além de visitar um monte de shopping centers, marque reunião com um agente literário.
Quem sabe você é o próximo Jabuti… ou não.
Por Juan Pablo Villalobos no Blog da Companhia
Nas diferentes escalas, o normal era que meus anfitriões fossem escritores e professores de escrita criativa, dos famosos em-ei-ef (MAF): Master of Arts in Fiction. Durante nossas conversas, quando eu contava como consegui publicar meu primeiro romance, sempre aparecia a mesma pergunta incrédula:
— Você não tem agente? Como assim?
Eu explicava com detalhe que em 2009 enviei o manuscrito da Festa no covil por correio à editora Anagrama, na Espanha, que a editora gostou e que publicaram em 2010. Que assinei um contrato de direitos mundiais e que eles fazem o trabalho de venda dos direitos das traduções. Sem exceção, meus anfitriões achavam dois epílogos para minha história:
1) Isso nunca teria acontecido nos Estados Unidos.
2) Você tem agente, sim, é a sua editora.
Obviamente os agentes literários existem no mundo inteiro, mas os dos Estados Unidos são uma versão hiper-desenvolvida e hiper-influente, ao ponto de que o pessoal lá parece incapaz de imaginar um mundo onde um escritor não tem agente. Achei super engraçada essa visão da literatura e decidi consultar com meu mexicano de cabeceira. (Essa é uma das grandes vantagens de ser mexicano: quando você vai ao exterior e precisa de ajuda — inclusive ajuda epistemológica, como neste caso — sempre vai encontrar um mexicano por perto.) Meu mexicano de cabeceira mora em Austin, é formado em jornalismo e atualmente está estudando… adivinhem… sim!: um Master of Arts in Fiction.
Parece que para ser um verdadeiro aspirante a escritor nos Estados Unidos a melhor estratégia é se inscrever num MAF. Um MAF é uma versão supersônica de uma oficina de escrita criativa. Você entra com um projeto de livro que vai escrever durante o curso. A ideia é que ao finalizar você tenha um livro pronto para tentar sua publicação. Vamos traduzir isso para o inglês: ao finalizar você terá um livro pronto para tentar convencer um agente literário de aceitar representá-lo.
Eis aqui a boa notícia: se você está escrevendo um livro bom, algum dos professores vai perceber. O comum é que o professor não seja um aspirante a escritor, o professor é um escritor. Vamos traduzir isso para o inglês: o professor tem agente literário. O professor vai ligar para o agente dele e vai falar assim:
— Olha, tem um carinha aqui interessante, acho que você deveria conversar com ele.
Então você vai ter uma reunião com o agente literário, na qual o importante não é o que você já escreveu. O importante é o que o agente imagina que você pode chegar a escrever. Quem sabe você é um Pulitzer!
O mais esquisito são essas reuniões, que na verdade são como entrevistas de seleção de pessoal. Eis aqui a má notícia: o agente pode recusar você. Ele pode achar que seu potencial não é interessante e não quer perder o tempo. (Lembra que Estados Unidos é um país capitalista?) Vamos traduzir isso para o inglês: se você é recusado pelo agente, você não consegue passar da categoria aspirante a escritor para a categoria escritor. Ou seja: você não é escritor.
Não sei vocês, mas eu tenho muitas perguntas. O agente literário é um leitor tão qualificado para ser o representante dos leitores? Ou o agente literário simplesmente conhece muito bem o que as editoras estão buscando? Ou seja: o agente literário só vai contratar autores que sabe que pode colocar com uma determinada editora, porque a editora acreditará que esses autores terão leitores? Vamos traduzir isso para o inglês: o agente literário só vai contratar escritores que acha que vão vender? Será que na verdade o agente literário é um representante do mercado?
Agora vamos imaginar o feliz cenário: o agente contrata você. Parabéns. Mas eis aqui a má notícia: ele vai mexer com seu texto e não vai enviar às editoras até ficar satisfeito. “Esse final tá muito deprimente, imagina, o povo não vai gostar”, isso foi o que o agente literário falou para uma das escritoras com as que eu dividi uma mesa num festival. E a escritora mudou o final, que continuou deprimente, mas justificado pelo amor.
Nos últimos anos, com as novas tecnologias, o cenário está mudando um pouco: alguns autores que se autopublicaram viraram best-sellers ou ganharam prêmios importantes. Mas esse fenômeno ainda é marginal.
Se você é aspirante a escritor, na sua próxima viagem aos Estados Unidos, além de visitar um monte de shopping centers, marque reunião com um agente literário.
Quem sabe você é o próximo Jabuti… ou não.
Por Juan Pablo Villalobos no Blog da Companhia
terça-feira, 20 de novembro de 2012
SARAU TOPAMOS LER
Hoje o coletivo Topamos Ler, se encontrou no SESC São Carlos, para fazer o
balanço da 1ª Edição do Circuito Valer.
O público participou do sarau com a presença do músico e
compositor paulistano Fábio Nunez.
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